Nas últimas décadas tem-se observado um aumento na incidência dos tumores de bexiga. Contudo, ocorreram avanços significativos no tratamento, levando a um aumento na sobrevida. Ainda não são conhecidas todas as alterações que levam ao desenvolvimento de câncer na bexiga. O fumo é o mais importante fator de risco para o cancer de bexiga e está associado como fator isolado a 50% de todos os tumores de bexiga diagnosticados nos Estados Unidos. O sintoma mais frequente é a presença de sangramento visível na urina (hematúria), habitualmente vermelho vivo e acompanhado de sangue coagulado. Mais raramente, este sangramento só poderá ser observado através de um exame de urina. Se o médico diagnosticar a presença de tumor, ou se estes já tiverem sido diagnosticados através dos exames de imagem, haverá a necessidade de internação para a realização de uma cirurgia endoscópica. Esta cirurgia ocorre sob anestesia geral ou peridural/raquianestesia, na qual se procurará "raspar" (ressecção transuretral – RTU) todo o tumor visível, o que permitirá o estudo das suas características microscópicas (estudo anatomopatológico), dados fundamentais para definição do prognóstico e tratamento do câncer de bexiga. A cistectomia, retirada total ou "parcial" da bexiga, é a forma mais adequada para o tratamento dos tumores infiltrativos (que acometem a musculatura da bexiga, identificado no exame anatomopatologico apos a ressecção endoscopica do tumor).